quinta-feira, 14 de junho de 2012

Valorizando a Vida

 
Conta a lenda que um rico mandarim chinês encheu-se de tédio pela sua vida faltosa e pelo seu poder sem limites. Nada mais despertava seu interesse, não sentia prazer por coisa alguma. Seus desejos, mal eram formulados e já estavam realizados. Tinha perdido sua ligação com a vida e não havia nele a vontade de viver. Percebeu a insensatez e a inutilidade de sua existência e temeu ficar louco. Para acabar com o sofrimento, o rico mandarim ordenou ao seu barbeiro que, num dia qualquer, sem nenhum aviso, ao fazer-lhe a barba, cortasse-lhe a garganta. Era uma ordem e tinha que ser obedecida.


Nos primeiros dias, o mandarim se fez barbear com toda tranqüilidade, pois não esperava que a ordem fosse cumprida de imediato, mas, à medida que o tempo avançava, começou a se perguntar se o dia seria amanhã.

O entendido mandarim passou então a viver cada dia como se fosse o último, e livre da "obrigação de viver", o rico mandarim se pode permitir ver como era lindo o amanhecer, como eram diferentes os tons de verde dos seus campos, como era alegre o canto dos pássaros e como eram belas as suas cores, como eram imponentes e cheios de força os rios que cortavam suas propriedades. Viu também toda a beleza de uma tormenta, numa exibição gratuita de energia e violência. Viu também que tinha um corpo e se deu conta de que, só tendo um corpo capaz de sentir, podia viver a beleza da vida. Por tudo isso valia a pena viver!

Agora o barbear era uma agonia e, embora tivesse dado uma contra-ordem ao barbeiro, mandou decapitá-lo, por via das dúvidas.

(Autor Desconhecido)

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Muitas vezes, mesmo não tendo muito dinheiro, e mesmo sabendo que não temos poder nenhum, nos sentimos como o mandarim da história acima. Acreditamos que precisamos nos relacionar melhor com nós mesmos. A vida não é apenas boa, é maravilhosa, é dom de Deus. Temos de fazê-la cada dia mais importante para nós. Afinal, é isso que nos motiva a continuar a viver. Temos de ter nossos ideais, nossos objetivos. Não podemos simplesmente nos levar por situações de desânimo, de desespero. Ergamos a cabeça. Lutemos por aquilo que queremos e que nos edifica. Só assim poderemos ser pessoas felizes e realizadas.

"O sentido da vida consiste no seguinte: em que não há sentido algum em dizer que a vida não tem sentido." (Niels Bohr)

Sucesso!

paulosostenes@uol.com.br

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